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Archive for the ‘música’ Category

Tirei o pó e o mofo deste blogue para mostrar, com muitas fotos, as modificações feitas numa guitarrinha baratinha gastando-se muito, muito pouco!

Do início: Toco em uma banda pop sem teclado, onde as melodias ficam quase todas pro sax, e cuido de todas as bases, junto do baixo. Portanto, a guitarra é sempre presente, e precisava de uma guitarra extra para o caso de quebrar alguma corda no meio do show.

Com base nisso, pesquisei com amigos a aquisição de uma guitarra barata (beeem barata) já que ela seria apenas a reserva do time.

Enfim, achei com um amigo de um amigo que não tocava mais uma guitarra Eagle encostada, com os pots de volume e tone travados (que quebraram assim que eu pus a mão!!). Negociei a guita por R$ 200,00 (duas vezes de 100, que a coisa ‘tá dura). E já comecei a pensar nas mods.

Guitarra Strato ‘Eagle’, cor creme – 2 singles, 1 humbucking – headstock pintado, alguns adesivos e muita poeira.

Foi o que eu disse, muita poeira! E cheia de mal-contato

Ninguém merece uma guita bico de papagaio…

Bom, primeiro passo, desmontar tudo e ver os estragos e o que precisa ser trocado.

”Tira este adesivo aí, por favor’

corpo da guitarraPra que um buraco deste tamanho se eram 2 singles???

Bom, primeiro passo, depois da limpeza, foi blindar o interior do corpo e o (novo) escudo da guitarra. É preciso criar um isolamento na parte elétrica porque os captadores singles tem um ruído de 60 ciclos (aquele ‘humm’ chato). A blindagem amortiza bastante este ‘humm’.

Graças às dicas passadas pelo ‘radical’ brother Aldo Bueno, comprei folhas de alumínio para fogão, e usei fita dupla face para fixar.

Alumínio e fita comprado em loja de 1,99, 1 pacote de folhas para fogão dá.

É, não ficou lindo, não sou o melhor do mundo em acabamentos, mas enfim, serviu.

Na hora de fechar com o escudo, eu aparo as bordas que sobrarem

O ESCUDO

O escudo original era branco, com uma camada só,  no formato H-S-S.

Como estava pensando em manter uma aparência S-S-S, resolvi trocar de escudo. Lembrei que tinha em casa um escudo original de uma Fender Southern Cross de 1993. O escudo já estava um pouco ‘relic’ por ter quase 20 anos, tem 3 camadas, e adesivo interno com inspeção da Fender USA.

Cortei o alumínio em pequenas tiras para facilitar o processo

Detalhe do escudo Fender original com 3 camadas

Depois do escudo ‘chapado’ com o alumínio, é hora de fazer os furos

Saca-rolhas para fazer furos?? É o que tínhamos…

Escudo devidamente blindado e furado

A PARTE ELÉTRICA

Como disse, na hora de girar os pots de volume e tone, o 3 quebraram!! Além disso, a parte elétrica acumulava poeira, mal contatos, e fiação bem ruinzinha, principalmente nos caps.

Ao invés de comprar só os pots, resolvi comprar um kit que achei no Mercado Livre. O vendedor disse que comprou todas as peças e montou um ‘kit genérico’, com 3 caps singles, chave seletora, 3 pots de 250k, escudo de 3 camadas, capas dos knobs e os parafusos para fixação. Tudo isso por R$ 70,00 – sei que não dá pra fazer milagres por este preço, mas achei melhor trocar toda a parte elétrica e até que não gastei muito!

Lá o escudo blindado e aqui o kit novo, comprado no Mercado Livre por R$ 70,00

No escudo dá pra ver as indicações da resistência de cada captador (provalmente, chineses), de saída bem baixa mesmo.

Como a guitarra original tinha um humbucker, e eu queria uma guitarra mais versátil, fui à caça de um cap humb em formato single, e acabei achando no Mercado Livre um Kent Armstrong usado em bom estado por R$ 50,00. Sei que não são grande coisa, mas a proposta é fazer uma mod barata, lembram?

Captador Kent Armstrong Mini Humbucker Hot Rails – 13k

Tirei o genérico da ponte para colocar o Kent Armstrong

Eu só achei meio estranho não ter capinha e por não ser branco, ficaria mais clean o visual

O BRAÇO / HEADSTOCK

A idéia original era tirar o logo da Eagle, bem como aquela tinta branca do headstock. Temi que houvesse algum nó na madeira, mas pra minha sorte, é lindo o desenho! Ah! E foi tirado o bico de papagaio da ponta do headstock, deixando um visual mais tradicional

Detalhe: na ponta do headstock, é perceptível uma mancha amarela, fruto do teste em usar uma cera líquida caseira amarela. Ficou horrível!

Continuem ignorando as manchas amarelas da cera líquida, por favor…

Bom, a partir daí, com a tinta retirada, e o teste com a cera líquida, lixei com gosto todo o braço.

Usei 2 lixas: 200 (grossa) e 1200 (fininha). Na minha cidade, não achei meio termo, só essas duas mesmo, mas o certo seria usar 100, 200, 400, 600, etc. até chegar num ponto bem liso. Mas consegui um bom resultado com a lixa 1200.

Feito isso, foram passadas 2 mãos de seladora e cera de carnaúba para ‘envelhecer’ a cor do braço e dar um ar mais natural:

Escurecida com a cera de carnaúba

Eu particularmente gostei do resultado

Vejam o quão bonito são os veios naturais do headstock

Um olhar mais aproximado

Tarrachas recolocadas

Escudo ‘vintage’ com parafusos novos

Com cordas novas e uma correia velha, a guitarra está pronto pr’o uso!

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Queria deixar claro que não sou luthier, e os processos de corte do headstock, pintura do braço e aplicação da cera de carnaúba, bem como a soldagem da parte elétrica foram feitas por outras pessoas, em geral amigos que não cobraram nada pelo serviço!

E é importante frisar que a guitarra já possuía qualidades indispensáveis:

* Tem tarrachas que seguram muito bem a afinação;

* Já havia sido regulada e estava com uma ação baixa e perfeita;

* O braço é inteiriço; e

* O corpo é de madeira sólida.

Portanto, pra quem desejar adquirir um instrumento barato para modificar, é importante atentar para estes pontos cruciais!

SONS:

A guitarra ficou tão bacana que me inspirou a compor um tema meio ‘satrianesco’, só me faltou a técnica necessária. Mesmo assim, compus e gravei o tema, chamado ‘Saturn’ Cream‘ usando só o captador da ponte, que EM NADA lembra uma strato tradicional:

Clique para ouvir Saturn’ Cream

VÍDEOS:

Um teste simples com o captador do braço e meio, gravado com o microfone na boca do amp, um Fender Stage transistorizado:

Até os 37 segundos usei a chave seletora no 4 (braço+meio), e depois usei só o cap do braço

.

E uma base de blues que eu criei especialmente para improvisar com esta nova guitarra:

No começo do vídeo, usei um OCD clone. A partir de 1:21 é só a guitarra limpa. Os caps usados são apenas o neck e o neck/middle

E é isso. (Marcelo Donati, em 31 / Julho / 2010)

(Marcelo Donati, em 31 / Julho / 2010)

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Tim Maia – With no one else around (1978)

You left me lonely and you left me thinking why
You do those things to me
Oh, no, I know you need some time to realize
Oh Waiting settle down to remind of you
Oh those years, oh those years
We lived together, baby, oh baby

I can guarantee, only you and me
With no one else around
Just call my name / If you be the same
With no one else around
Oh, baby, oh baby

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Review: Slash (2010) Slash

Após resenhar o disco novo do Guns ‘n’ Axl Rose ano passado, julgo-me no dever de criticar este lançamento de Slash, apinhado de participações especiais e com versões bônus, além de uma releitura do sucesso de sua ex-banda, Paradise City.

A primeira faixa (Ghost) me remete de cara os bons tempos de FM anos 80/90, com a voz de Ian Astbury, quando estava à frente do The Cult, famigerado rock de arena para as rádios. Esta música é daquelas prontas para o single, curta duração, direta ao ponto, com a voz de Ian casando com a guitarra típica e única de Slash. Aliás, os riffs e solos de Mr. Saul Hudson são os motivos principais para o Cd, certo?

Em parte, sim. Mas o guitarrista tira de sua famosa cartola várias truques do show-business, como encher o disco de participações, fator que alavanca o lançamento e divulgação do disco.

A segunda faixa (Crucify the Dead) é prova cabal disto, com os vocais de Ozzy Osbourne, e com letra cifrada que parece criticar Axl, motiv0s de sobra pra promover um disco. Música que parece extraída dos álbuns solo de Mr. Madman, com Slash emulando a fúria de Zakk Wylde. Vale ressaltar que ambos já haviam gravado juntos.

Beautiful Dangerous‘ conta com a voz de Fergie, fator que por si só já vai agregar milhões de ouvintes para o trabalho solo de Slash. A canção em si flui bem, e Fergie se dá bem cantando rock. Seria uma espécie de substituta para Axl com seus vocais rasgados e agudos? Bom, seria uma faixa em que funcionaria muito bem o vocal do líder do Guns… O ápice da faixa é mesmo o solo, a Les Paul grita na nossa cara os bons tempos dos 80’s rock!

A cadenciada ‘Back From Cali‘ traz o vocalista do Alter Bridge, Myles Kennedy, com um riff de guitarra mais suave. Myles inclusive excursionou como vocal da banda de Slash.

O ex-frontman das bandas Soundgarden e Audioslave, Chris Cornell, imprime uma característica única na faixa ‘Promise‘, que possui refrão bem construído e riffs de apoio bem marcantes. Esta faixa daria um clipe interessante, já que o solo de Slash ‘conta uma boa história’. E o interlúdio, com baixo distorcido, mostra uma nuance inteligente para voltar ao refrão e aos riffs finais.

O primeiro single do disco é a porrada hard blues ‘By the Sword‘, cantada magistralmente pelo vocalista e guitarrista do Wolfmother, Andrew Stockdale. Um petardo rock’n’roll onde guitarra e voz formam um amálgama digno dos classic rocks! Destaque para a dinâmica do solo, com um crescendo instigante.

A primeira balada do disco é Gotten, onde Slash entrega as letras para Adam Levine entoar um canto suave e melhor que as melhores baladas do Maroon 5.

Slash fica endiabrado na faixa Doctor Alibi, talvez influenciado por Lemmy Kilmister, que canta aqui bem melhor do que no Motorhead! Mais uma porrada na orelha!

A bateria de Dave Grohl e o baixo de Duff McKagan dão peso extra a Watch This, a primeira faixa instrumental do álbum, fantástica, que deixa um gosto de ‘quero mais’, e nos deixa com a dúvida: será que teremos para breve outro supergrupo no mercado?

A segunda balada do disco é ‘I Hold On‘, com Kid Rock, onde só se salva mesmo o solo. Próxima!

Opa, beat acelerado e vocais raivosos dão o tom em ‘Nothing to Say‘. Bela música, com os vocais de M. Shadows, do Avenged Sevenfold. Os backing vocais lapidam a faixa, que ainda dá de brinde uma fritação de Slash, um verdadeiro solo chuta-bundas.

Mais uma balada chegando… Myles Kennedy volta na faixa ‘Starlight‘. Midtempo com vocais altos, bateria levando um groove cadenciado e pouca instrumentação, pra manter um clima cool. Solo rápido com drive mais clean que o habitual. Ficou um gosto de Gov’t Mule e folk rock na cabeça…

Saint is A Sinner‘ é uma faixa experimental do álbum. Acústica, densa, com os vocais de Rocco DeLuca, que também contribui com os violões. Aqui, Slash tenta encaminhar um solo de violão a lá “Patience”, mas com resultados sonoros totalmente diferentes, marciais e estranhos à proposta do disco.

Slash Volta ao rock’n’roll e termina o disco com ‘We’re All Gonna Die‘, com a participação do indefectível Iggy Pop, com aquele climão todo setentista, que tanto faz bem a nossos ouvidos. Lembra as composições do Duff Mckagan, classic rock com um pé no punk, e uma base grave para os solos de Slash.

Mas ainda não acabou! Há vários bônus, lançados de acordo com cada país ou mesmo pela Internet no I-Tunes. Listando todos:

* Sahara, com Koshi Inaba, possível próximo single do disco, pela pegada agressiva cheia de riffs grudentos.

* Chains and Shackles, com Nick Oliveri do Queens of the Stone Age. Soturna, afinação baixa da guitarra nos riffs stoners. Vocal gritado, mas com backing vocals lapidados pra não perder a veia pop. Solo cheio de fuzz e interlúdio sinistro.

* Paradise City, atualização hip hop do sucesso do Guns, pra alavancar as vendas do disco, com Cypress Hill e Fergie. Contagiante!

* Mother Maria, com Beth Hart – Lentona, acústica, belo solo quase clean da guitarra.

* Baby Can’t Drive, com Alice Cooper, Nicole Scherzinger, Steven Adler & Flea. A faixa com mais participações tem todo clima de arena rock. Refrão perfeito, licks faiscantes, e o vocal da líders das Pussycats Dolls é ao mesmo tempo sensual e gritado, combinando com Mr. Cooper. O solo dessa música nos fazer pensar que Slash deveria lançar um disco solo instrumental. Pois idéias o cara tem muitas ainda na cartola…

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Ed Motta não é a única voz solitária que atestava há muito a genialidade de Johnny Alf, e a sua amplitude frente a artistas ditos maiores de nossa música como João Gilberto e principalmente o Maestro Soberano Jobim. Vide a matéria da Revista Época nº 616.

Todos citados acima são estrelas de primeira grandeza. A diferença é o status e a humildade – Johnny Alf foi o único que nunca escondeu suas referências e influências, e mais: fez dessas influências uma música altamente rica e original -.

Abaixo, screen da matéria da Revista Época desta segunda semana de março. Apreciem e entendam!

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Just a simple list.

The year of my birthday (1976) brought out to the world some nice albuns, here my ever unfinished list:

Tim Maia (1976) Racional Vol.2

Archie Bell & The Drells (1976) Dance Your Troubles Away

Bob James (1976) Three

Brass Construction (1976) II

Dexter Wansel (1976) Life on Mars

Heatwave (1976) Too Hot to Handle

Hi-Fi (1976) Performance

Hummingbird (1976) We Can’t Go On Meeting Like This

Ike White (1976) Changin’ Times

Jackson 5 (1976) I Want You Back EP

Kid Dynamite (1976)

Kool And The Gang (1976) Open Sesame

Leroy Hutson (1976) Hutson II

Starcrost (1976)

The Crusaders (1976) Southern Comfort

Larry Carlton (1976) Singing Playing

Pat Metheny (1976) Bright Size Life

Johnny and Edgar Winter (1976) Together

Steely Dan (1976) The Royal Scam

Genesis (1976) A Trick Of The Tail

Peter Frampton (1976) Frampton Comes Alive!

Boston (1976) – Boston

Boz Scaggs (1976) Silk Degrees

Deep Purple (1976) Made in Europe

Eagles (1976) Hotel California

Tommy Bolin (1976) Private Eyes

Frank Zappa (1976) Zoot allures

George Benson (1976)  Breezin’

—————-

Did I forget anyone? Of course!

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From True Fire DVD Lessons.

Here an bit excerpt from Larry Carlton 335 Master Class:

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Recomendadíssimo este disco de 76 do Boz Scaggs.

tracks:

01 – What Can I Say

02 – Georgia*

03 – Jump Street

04 – What Do You Want The Girl To Do

05 – Harbour Lights*

06 – Lowdown*

07 – It’s Over

08 – Love Me Tomorrow

09 – Lido Shuffle

10 – We’re All Alone

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