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Assunto muito discutido entre comunidades de guitarristas: qual o melhor timbre? como melhorar meu som? qual guitarra me dará o melhor som? onde está o segredo do timbre? na guitarra, nos pedais (efeitos), ou nos amplificadores?

O timbre está nos seus dedos, na sua pegada, no seu estilo. O jeito com que você regula a equalização, o volume, o modo como digita e palheta, sua impressão digital musical é única.

Já tinha ouvido conclusões como esta acima, mas senti na pele essa constatação esses dias.

Recebi de um amigo cantor um DVD feito de um VHS de um show que ele realizou em um festival da cidade no ano de 1997. E eu estava tocando na banda formada para acompanha-lo.

Pois bem, estou eu lá no vídeo, magrão, narigudo, camisa sobrando pelo corpo esquálido, andando pelo palco meio nervoso, e tocando com o seguinte setup (o que eu lembro):

Uma guitarra Aria Pro II Magna Series, com escala de maple, um captador humbucking e dois singles;

Um pedal Super Overdrive da marca Chorus (nacional?), para os solos e talvez um DD-3 emprestado;

Um cabeçote e caixa Marshall (opa, que beleza!) que fazia parte da sonorização do palco (ah….).

Mas enfim, a não ser pela magreza, e pelas notas inseguras, solos meio sem coesão e bases não muito firmes, é o mesmo som que tiro hoje, com um setup completamente diferente.

Claro que sinto e acho que estou melhor hoje (tomara!) tecnicamente, não sou um Malmsteen nem nada disso, mas primo mais pela coesão, ligados, e bases mais adequadas para cada estilo musical. Mas o timbre já está lá, o estilo já está presente desde quando comecei a tocar semi-profissionalmente. O timbre já está nos dedos, seja isso bom ou ruim.

PS: Uma história engraçada/trágica sobre o show deste dia é que o tecladista, momentos antes do show, começou a tirar de ouvido uma música que tocava nos falantes do festival, mas o tom não batia com o teclado, então ele mexeu na afinação do teclado em alguns microtons e NÃO VOLTOU À AFINAÇÃO ORIGINAL!

Conclusão: o show começou e os instrumentos não batiam afinados! Eu rapidamente fui ajeitando minha guitarra pra entrar no tom, já que achei que o problema era com minha guitarra de difícil entonação, mas o contrabaixo ficou o show inteiro semitonado!!! Dá desespero ver o baixista fazendo solos, licks e puxadas totalmente desafinadas! E ele nem percebia, pois estava bem no canto do palco, curtindo o som do Hartke que puseram no palco. Triste… e engraçado!

Marcelo Donati – 04/11/2010

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PEPINO – CONHEÇA O QUÃO PRECIOSO ELE É


01.PEPINOS conteem a maioria das vitaminas que você precisa diariamente. Um pepino contém Vitaminas B!, B2, B3, B5, B6, C, Ácido Fólico, Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo, Potássio e Zinco.

02.Sentindo cansado à tarde, dispense a soda cafeinada e coma um Pepino. Pepinos são ótimas fontes de Vitaminas B e Carboidratos que fornecem aquela ”animação” que dura por horas.

03.Cansado de ver o espelho de seu banheiro embaçar após seu banho? Esfregar uma rodela de pepino no espelho, isto eliminará a neblina e produzirá uma tenra fragrância como no SPA.

04.As lesmas e caramujos estão arruinando suas plantas? Coloque algumas rodelas de pepino num pequeno prato ou forma de lata (não de ferro nem de alumínio ), em sua horta ou jardim, e as pestes ficarão de longe toda a temporada.

05.Procurando por uma rápida e fácil forma de remover celulite antes de ir à piscina ou à praia? Esfregue uma rodela ou duas de pepino nas áreas afetadas por alguns minutos, os fitoquímicos no pepino forçam o colágeno de sua pele a encolher, firmando a camada de fora e reduzindo a visibilidade da celulite. Funciona otimamente para as rugas também!

06.Deseja evitar uma ressaca ou dor de cabeça? Coma algumas fatias de pepino antes de dormir e acordará sem dor e sem ressaca. Pepinos conteem bastante açúcar, Vitaminas B e eletrólitos para repor os nutrientes essenciais que o corpo perde, mantendo tudo em equilíbrio, evitando ambos a ressaca e a dor de cabeça!

07.Procurando evitar aquela fome à tarde ou noitinha com alguma coisa? Pepinos têm sido usados por centenas de anos e usados por caçadores Europeus, exploradores e comerciantes como uma rápida refeição para evitar a fome.

08.Tem uma importante entrevista de emprego e você se realiza que não tem tempo para engraxar os sapatos? Simplesmente esfregue uma fatia fresca de pepino sobre o sapato, os elementos químicos proverão um rápido e durável brilho que fica ótimo e repele a água.

09.Não tem em casa o WD-40 para consertar aquele barulhinho de uma porta rangendo? Tome uma fatia de pepino e esfregue no lugar problemático, e pronto, o rangido se foi!

10.Cansado, estressado e sem tempo para uma massagem, facial ou visita ao SPA? Corte um pepino inteiro e coloque em uma panela de água fervendo, os químicos e nutrientes do pepino reagem com a água fervendo e se soltam no vapor, criando um relaxante cheirinho que tem sido mostrado de reduzir o stress em novas mamães e estudantes durante exames finais.

11.Acabou de almoçar e ver que não tem goma de mascar ou balas de hortelã? Tome uma fatia de pepino e esprema no céu da boca com a língua por 30 segundos para eliminar o mau hálito, os fitoquímicos matarão as bactérias responsáveis por causar mau hálito.

12.Procurando por uma maneira ”verde” para limpar suas torneiras, pias ou aço inoxidável? Esfregue uma fatia de pepino na superfície que deseja limpar, isto não só remove anos de zinabre e traz de volta o brilho, mas também não deixa marcas e não mancham nem prejudicam suas unhas e mãos enquanto limpa.

13.Usando a caneta e comete um erro? Tome a casca do pepino ( o lado de fora ) e devagar use-a para desmanchar o erro, também funciona muito bem nas marcas de crayons que as crianças deixam nas paredes.

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SUCO DE PEPINO

O pepino é um ótimo tônico para o fígado, rins, visícula e dá força aos cabelos e unhas, pelo seu alto teor de sílica e flúor. Seu suco é utilizado nas inflamações do tubo digestivo e da bexiga.

O pepino tem também ação purificante e serve para eliminar a gordura da pele.

Ele deve ser consumido sempre com casca (bem lavado), pois é nela que se encontram substâncias que o tornam de fácil digestão.

Além disso, o pepino é um diurético natural e de grande ajuda na dissolução de cálculos renais.É rico em potássio, o “mineral da juventude”, que proporciona flexibilidade aos músculos e dá elasticidade às células que compõem a pele. Isso resulta em rejuvenescimento da epiderme e do rosto.

Vai um suquinho de pepino aí? Garanto que vale a pena provar e conferir os excelentes resultados.. .

(Dora Saunier)

Redação erótica

Já vi em muitos blogs,  não consegui descobrir o autor ou autora, mas o texto é incrível!

Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco – Recife)

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos.

Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva”.

O grande amigo e audiófilo renomado Alexander Pindarov conversou comigo via Twitter e falou um pouco sobre compensação, compressão e equalização de Cds e LPs. E deu valiosas dicas. Confira os trechos mais importantes desse bate-papo virtual!
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Alexander Pindarov: Van Halen – “1984” foi  o primeiro CD que analisei tecnicamente . Ele usa o sinal P-Q e a pré-ênfase pra adequar o sinal.
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Como assim? Explique melhor.

O CD, como foi inicialmente concebido, incorpora sinais pra indicar ao equalizador se tem q colocar ou retirar agudos, como o Dolby. Isso porque, aparentemente, nos primeiros conversores D/A havia muito ruído de quantização que mascarava o sinal. No vinil, usa-se a curva RIAA, padronizada nos anos 60. Apesar de existirem outras formas de compensação.
O vinil tem uma limitação física pra corte de acetato e pra fazer com q ele tenha um som quente, ao invés de masterizar antes do corte, há mais uma etapa de pós-masterização.

Algumas empresas de corte tornaram-se famosas como, por exemplo, a Masterdisk, muito usada pelo Steely Dan, que davam aquele som nova iorquino.

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Há também engenheiros famosos como o Greg Calbi e o Doug Sax, até hoje atuantes na área, que cortam acetatos como o manjar dos Deuses!
O próprio porra-louca do Rudy Van Gelder (da Blue Note) é um outro exemplo, só que ele acompanhava TODAS as etapas!
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Nos meus top de corte de acetato figuram a Barclay Francesa, que quase não usa compressão, a JVC famosa pelos vídeo-discos, e tem a Teldec que é empresa de Corte da Warner Alemã.
Os japoneses são excelentes na prensagem e não no corte… Acho q eles seguem a escola californiana: muito agudo e compressão a toda!
O problema do CD, assim como o Vinil é que o custo dos conversores caiu de uma forma tal que é muito mais fácil hoje fazer um master MLP sem compressão com 20 ou 24 bits e atochar o volume sem q o som fique rascante.
É só você ouvir os novos lançamentos da Rhino Handmade, por exemplo! Bate qualquer vinil que conheço!
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A MFSL (mobile fidelity sound lab) é um caso à parte porque ela usou a tecnologia da quadrifonia Cd-4, que requeria agulhas e massa vinílica especiais com lubrificantes adequados e a tecnologia desenvolvida nos anos 30 pra corte à meia velocidade. Isso aqui no Brasil seria o máximo!
Eu ia dar de presente para um músico que admiro muito, e encontrei um cara na Alemanha que faz o corte do tipo DMM a meia velocidade por um preço razoável, mas me chateei com algumas coisas e decidi usar o vinil prum projeto q tenho em mente. O corte, aliás, poderia ser em 45 RPM, como uma série nova da Blue Note… Ou você corta à meia velocidade e reproduz na nominal ou corta em 1,5x, e o som fica chapante. É só pegar um compacto americano e comparar com a versão da música no LP ou cd, por exemplo.  Normalmente disco americano tem som ruim.
A Warner quando quer um corte melhor, manda pra Masterdisk ou a The Cutting Room e a Capitol pra Masterdisk… mesmo assim são barulhentos!
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Mas nada se compara com o vinil brasileiro… é de doer!
Os russos normalmente tem um bom corte, feito na Teldec … O melhor q já ouvi até hj foi um vinil chileno da Mercedes Sosa…  über surreal!
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Mas e os vinis brasileiros atuais (produzidos pela Polysom)? O que diz?

Olha, ainda não recebi nenhuma amostra da Polysom, mas tenho um da Rita Lee (Rita Hits), que saiu pra DJs e ainda é barulhento.
Talvez nesses lançamentos mais recentes, a Polysom tenha se esmerado e som esteja melhor, mas não posso opinar sobre o que ainda não tive a oportunidade de ouvir!
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Outra informação importante: Existe uma etapa que muita gente desconhece é que quando você prepara o master final, por exemplo, num Sonic Solutions e manda o cd Master ou uma DLT (fita digital). Na fábrica há uma avaliação adicional pra verificar a consistência de dados e isso, se mal feito, ALTERA completamente o som!
Exemplo clássico e documentado: Two Agains Nature do Steely Dan! Roger Nichols cortou a referência na Masterfonics em Nashville, e soou perfeito… Qdo foi pra JVC em L.A. e ele ouviu o teste de prensagem ficou horrorizado com o som (e ainda por cima na versão final Fagen reclamou q os selos do disco não foram com a cor q ele pediu!).
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E sobre as diferenças entre o processo de corte e masterização de hoje em dia com o processo no passado?
Antigamente,o engenheiro de masterização acompanhava o corte de acetato e o produto final ficava ótimo! Hoje você prepara tudo no teu home-studio, manda, p. ex.,  pro Classic Master aos cuidados do Mago Carlinhos Freitas via Digidelivery, ele te manda a prova e, se estiver ok, ele manda via Digidelivery (internet) também pra fábrica e você só vê o resultado muito tempo depois.
Tornou-se muito industrial pro meu gosto! Antigamente, o artista e o engenheiro acompanhavam tudo de perto.
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Para finalizar, deixe alguma dica, sugestão de discos soberbos, silenciosos ou que sejam exemplos de corte.

Posso falar do que já ouvi : por exemplo, Abbey Road (The Beatles) de 200g da MFSL é um doce! Inclusive, saiu uma reportagem na revista Audio Música e Tecnologia sobre a remasterização dos Beatles, em especial a resenha do Sólon do Valle que fala exatamente o que eu penso!

As edições com OBI japonesas do Led Zep, Steely Dan e a maioria dos artistas que não foram editados nos EUA em CD são fantásticas. O ‘Canta Canta, Minha Gente’ do Martinho da Vila, edição japonesa é fantástico também!

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Muito obrigado, Pindarov, por partilhar um pouco da sua sabedoria conosco!

(Marcelo Donati, Agosto 2010)

Tirei o pó e o mofo deste blogue para mostrar, com muitas fotos, as modificações feitas numa guitarrinha baratinha gastando-se muito, muito pouco!

Do início: Toco em uma banda pop sem teclado, onde as melodias ficam quase todas pro sax, e cuido de todas as bases, junto do baixo. Portanto, a guitarra é sempre presente, e precisava de uma guitarra extra para o caso de quebrar alguma corda no meio do show.

Com base nisso, pesquisei com amigos a aquisição de uma guitarra barata (beeem barata) já que ela seria apenas a reserva do time.

Enfim, achei com um amigo de um amigo que não tocava mais uma guitarra Eagle encostada, com os pots de volume e tone travados (que quebraram assim que eu pus a mão!!). Negociei a guita por R$ 200,00 (duas vezes de 100, que a coisa ‘tá dura). E já comecei a pensar nas mods.

Guitarra Strato ‘Eagle’, cor creme – 2 singles, 1 humbucking – headstock pintado, alguns adesivos e muita poeira.

Foi o que eu disse, muita poeira! E cheia de mal-contato

Ninguém merece uma guita bico de papagaio…

Bom, primeiro passo, desmontar tudo e ver os estragos e o que precisa ser trocado.

”Tira este adesivo aí, por favor’

corpo da guitarraPra que um buraco deste tamanho se eram 2 singles???

Bom, primeiro passo, depois da limpeza, foi blindar o interior do corpo e o (novo) escudo da guitarra. É preciso criar um isolamento na parte elétrica porque os captadores singles tem um ruído de 60 ciclos (aquele ‘humm’ chato). A blindagem amortiza bastante este ‘humm’.

Graças às dicas passadas pelo ‘radical’ brother Aldo Bueno, comprei folhas de alumínio para fogão, e usei fita dupla face para fixar.

Alumínio e fita comprado em loja de 1,99, 1 pacote de folhas para fogão dá.

É, não ficou lindo, não sou o melhor do mundo em acabamentos, mas enfim, serviu.

Na hora de fechar com o escudo, eu aparo as bordas que sobrarem

O ESCUDO

O escudo original era branco, com uma camada só,  no formato H-S-S.

Como estava pensando em manter uma aparência S-S-S, resolvi trocar de escudo. Lembrei que tinha em casa um escudo original de uma Fender Southern Cross de 1993. O escudo já estava um pouco ‘relic’ por ter quase 20 anos, tem 3 camadas, e adesivo interno com inspeção da Fender USA.

Cortei o alumínio em pequenas tiras para facilitar o processo

Detalhe do escudo Fender original com 3 camadas

Depois do escudo ‘chapado’ com o alumínio, é hora de fazer os furos

Saca-rolhas para fazer furos?? É o que tínhamos…

Escudo devidamente blindado e furado

A PARTE ELÉTRICA

Como disse, na hora de girar os pots de volume e tone, o 3 quebraram!! Além disso, a parte elétrica acumulava poeira, mal contatos, e fiação bem ruinzinha, principalmente nos caps.

Ao invés de comprar só os pots, resolvi comprar um kit que achei no Mercado Livre. O vendedor disse que comprou todas as peças e montou um ‘kit genérico’, com 3 caps singles, chave seletora, 3 pots de 250k, escudo de 3 camadas, capas dos knobs e os parafusos para fixação. Tudo isso por R$ 70,00 – sei que não dá pra fazer milagres por este preço, mas achei melhor trocar toda a parte elétrica e até que não gastei muito!

Lá o escudo blindado e aqui o kit novo, comprado no Mercado Livre por R$ 70,00

No escudo dá pra ver as indicações da resistência de cada captador (provalmente, chineses), de saída bem baixa mesmo.

Como a guitarra original tinha um humbucker, e eu queria uma guitarra mais versátil, fui à caça de um cap humb em formato single, e acabei achando no Mercado Livre um Kent Armstrong usado em bom estado por R$ 50,00. Sei que não são grande coisa, mas a proposta é fazer uma mod barata, lembram?

Captador Kent Armstrong Mini Humbucker Hot Rails – 13k

Tirei o genérico da ponte para colocar o Kent Armstrong

Eu só achei meio estranho não ter capinha e por não ser branco, ficaria mais clean o visual

O BRAÇO / HEADSTOCK

A idéia original era tirar o logo da Eagle, bem como aquela tinta branca do headstock. Temi que houvesse algum nó na madeira, mas pra minha sorte, é lindo o desenho! Ah! E foi tirado o bico de papagaio da ponta do headstock, deixando um visual mais tradicional

Detalhe: na ponta do headstock, é perceptível uma mancha amarela, fruto do teste em usar uma cera líquida caseira amarela. Ficou horrível!

Continuem ignorando as manchas amarelas da cera líquida, por favor…

Bom, a partir daí, com a tinta retirada, e o teste com a cera líquida, lixei com gosto todo o braço.

Usei 2 lixas: 200 (grossa) e 1200 (fininha). Na minha cidade, não achei meio termo, só essas duas mesmo, mas o certo seria usar 100, 200, 400, 600, etc. até chegar num ponto bem liso. Mas consegui um bom resultado com a lixa 1200.

Feito isso, foram passadas 2 mãos de seladora e cera de carnaúba para ‘envelhecer’ a cor do braço e dar um ar mais natural:

Escurecida com a cera de carnaúba

Eu particularmente gostei do resultado

Vejam o quão bonito são os veios naturais do headstock

Um olhar mais aproximado

Tarrachas recolocadas

Escudo ‘vintage’ com parafusos novos

Com cordas novas e uma correia velha, a guitarra está pronto pr’o uso!

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Queria deixar claro que não sou luthier, e os processos de corte do headstock, pintura do braço e aplicação da cera de carnaúba, bem como a soldagem da parte elétrica foram feitas por outras pessoas, em geral amigos que não cobraram nada pelo serviço!

E é importante frisar que a guitarra já possuía qualidades indispensáveis:

* Tem tarrachas que seguram muito bem a afinação;

* Já havia sido regulada e estava com uma ação baixa e perfeita;

* O braço é inteiriço; e

* O corpo é de madeira sólida.

Portanto, pra quem desejar adquirir um instrumento barato para modificar, é importante atentar para estes pontos cruciais!

SONS:

A guitarra ficou tão bacana que me inspirou a compor um tema meio ‘satrianesco’, só me faltou a técnica necessária. Mesmo assim, compus e gravei o tema, chamado ‘Saturn’ Cream‘ usando só o captador da ponte, que EM NADA lembra uma strato tradicional:

Clique para ouvir Saturn’ Cream

VÍDEOS:

Um teste simples com o captador do braço e meio, gravado com o microfone na boca do amp, um Fender Stage transistorizado:

Até os 37 segundos usei a chave seletora no 4 (braço+meio), e depois usei só o cap do braço

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E uma base de blues que eu criei especialmente para improvisar com esta nova guitarra:

No começo do vídeo, usei um OCD clone. A partir de 1:21 é só a guitarra limpa. Os caps usados são apenas o neck e o neck/middle

E é isso. (Marcelo Donati, em 31 / Julho / 2010)

(Marcelo Donati, em 31 / Julho / 2010)

Desiderata

Caminha calmo entre o ruído e a pressa e pensa na paz que podes encontrar no silêncio.

Na medida do possível, e sem render-te, mantém boas relações com todas as pessoas.

Diz tua verdade de maneira tranquila e clara; e escuta aos demais, inclusive ao teimoso e ignorante, pois eles também têm sua própria história.

Evita as pessoas barulhentas e agressivas, pois elas são um desgaste para o espírito.

Se te comparares aos demais, podes tornar-te vaidoso ou amargurado, pois sempre haverá pessoas menores e maiores que tu.

Desfruta de teus êxitos, assim como de teus planos.

Mantém o interesse em tua profissão, por mais humilde que seja; ela é um verdadeiro tesouro no fortuito mudar dos tempos.

Sê cauteloso em teus negócios pois o mundo está cheio de enganos, mas não deixe que isto te torne cego para a virtude que existe. Há muitas pessoas que se esforçam por alcançar nobres ideais.

Em todo lugar a vida está cheia de heroísmo.

Sê sincero contigo mesmo. Especialmente, não finjas afeto. Tampouco sejas cínico no amor, pois no meio de todas as asperezas e desenganos, o amor é perene como a relva.

Acata docilmente ao conselho dos anos, abandonando com altivez as coisas da juventude. Cultiva a força do espírito para que te  proteja das adversidades repentinas.

Muitos temores nascem da fadiga e da solidão.

Sobre uma sã disciplina, sê benigno contigo mesmo. Tu és uma criatura do universo; não menos que as plantas e as estrelas, tens o direito de existir e ainda que te pareça certo ou não, indubitavelmente o universo se desenvolve como deveria. Por isso, mantém a paz com Deus, qualquer que seja tua idéia dele.

Quaisquer que sejam teus trabalhos e aspirações, conserva, na inquieta confusão da vida, a paz com tua alma.

Apesar de todas suas farsas, penalidades e sonhos desfeitos, este continua sendo um mundo maravilhoso.

Sê cauteloso.

Esforça-te para ser feliz.

(texto encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692).