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Review: Slash (2010) Slash

Após resenhar o disco novo do Guns ‘n’ Axl Rose ano passado, julgo-me no dever de criticar este lançamento de Slash, apinhado de participações especiais e com versões bônus, além de uma releitura do sucesso de sua ex-banda, Paradise City.

A primeira faixa (Ghost) me remete de cara os bons tempos de FM anos 80/90, com a voz de Ian Astbury, quando estava à frente do The Cult, famigerado rock de arena para as rádios. Esta música é daquelas prontas para o single, curta duração, direta ao ponto, com a voz de Ian casando com a guitarra típica e única de Slash. Aliás, os riffs e solos de Mr. Saul Hudson são os motivos principais para o Cd, certo?

Em parte, sim. Mas o guitarrista tira de sua famosa cartola várias truques do show-business, como encher o disco de participações, fator que alavanca o lançamento e divulgação do disco.

A segunda faixa (Crucify the Dead) é prova cabal disto, com os vocais de Ozzy Osbourne, e com letra cifrada que parece criticar Axl, motiv0s de sobra pra promover um disco. Música que parece extraída dos álbuns solo de Mr. Madman, com Slash emulando a fúria de Zakk Wylde. Vale ressaltar que ambos já haviam gravado juntos.

Beautiful Dangerous‘ conta com a voz de Fergie, fator que por si só já vai agregar milhões de ouvintes para o trabalho solo de Slash. A canção em si flui bem, e Fergie se dá bem cantando rock. Seria uma espécie de substituta para Axl com seus vocais rasgados e agudos? Bom, seria uma faixa em que funcionaria muito bem o vocal do líder do Guns… O ápice da faixa é mesmo o solo, a Les Paul grita na nossa cara os bons tempos dos 80’s rock!

A cadenciada ‘Back From Cali‘ traz o vocalista do Alter Bridge, Myles Kennedy, com um riff de guitarra mais suave. Myles inclusive excursionou como vocal da banda de Slash.

O ex-frontman das bandas Soundgarden e Audioslave, Chris Cornell, imprime uma característica única na faixa ‘Promise‘, que possui refrão bem construído e riffs de apoio bem marcantes. Esta faixa daria um clipe interessante, já que o solo de Slash ‘conta uma boa história’. E o interlúdio, com baixo distorcido, mostra uma nuance inteligente para voltar ao refrão e aos riffs finais.

O primeiro single do disco é a porrada hard blues ‘By the Sword‘, cantada magistralmente pelo vocalista e guitarrista do Wolfmother, Andrew Stockdale. Um petardo rock’n’roll onde guitarra e voz formam um amálgama digno dos classic rocks! Destaque para a dinâmica do solo, com um crescendo instigante.

A primeira balada do disco é Gotten, onde Slash entrega as letras para Adam Levine entoar um canto suave e melhor que as melhores baladas do Maroon 5.

Slash fica endiabrado na faixa Doctor Alibi, talvez influenciado por Lemmy Kilmister, que canta aqui bem melhor do que no Motorhead! Mais uma porrada na orelha!

A bateria de Dave Grohl e o baixo de Duff McKagan dão peso extra a Watch This, a primeira faixa instrumental do álbum, fantástica, que deixa um gosto de ‘quero mais’, e nos deixa com a dúvida: será que teremos para breve outro supergrupo no mercado?

A segunda balada do disco é ‘I Hold On‘, com Kid Rock, onde só se salva mesmo o solo. Próxima!

Opa, beat acelerado e vocais raivosos dão o tom em ‘Nothing to Say‘. Bela música, com os vocais de M. Shadows, do Avenged Sevenfold. Os backing vocais lapidam a faixa, que ainda dá de brinde uma fritação de Slash, um verdadeiro solo chuta-bundas.

Mais uma balada chegando… Myles Kennedy volta na faixa ‘Starlight‘. Midtempo com vocais altos, bateria levando um groove cadenciado e pouca instrumentação, pra manter um clima cool. Solo rápido com drive mais clean que o habitual. Ficou um gosto de Gov’t Mule e folk rock na cabeça…

Saint is A Sinner‘ é uma faixa experimental do álbum. Acústica, densa, com os vocais de Rocco DeLuca, que também contribui com os violões. Aqui, Slash tenta encaminhar um solo de violão a lá “Patience”, mas com resultados sonoros totalmente diferentes, marciais e estranhos à proposta do disco.

Slash Volta ao rock’n’roll e termina o disco com ‘We’re All Gonna Die‘, com a participação do indefectível Iggy Pop, com aquele climão todo setentista, que tanto faz bem a nossos ouvidos. Lembra as composições do Duff Mckagan, classic rock com um pé no punk, e uma base grave para os solos de Slash.

Mas ainda não acabou! Há vários bônus, lançados de acordo com cada país ou mesmo pela Internet no I-Tunes. Listando todos:

* Sahara, com Koshi Inaba, possível próximo single do disco, pela pegada agressiva cheia de riffs grudentos.

* Chains and Shackles, com Nick Oliveri do Queens of the Stone Age. Soturna, afinação baixa da guitarra nos riffs stoners. Vocal gritado, mas com backing vocals lapidados pra não perder a veia pop. Solo cheio de fuzz e interlúdio sinistro.

* Paradise City, atualização hip hop do sucesso do Guns, pra alavancar as vendas do disco, com Cypress Hill e Fergie. Contagiante!

* Mother Maria, com Beth Hart – Lentona, acústica, belo solo quase clean da guitarra.

* Baby Can’t Drive, com Alice Cooper, Nicole Scherzinger, Steven Adler & Flea. A faixa com mais participações tem todo clima de arena rock. Refrão perfeito, licks faiscantes, e o vocal da líders das Pussycats Dolls é ao mesmo tempo sensual e gritado, combinando com Mr. Cooper. O solo dessa música nos fazer pensar que Slash deveria lançar um disco solo instrumental. Pois idéias o cara tem muitas ainda na cartola…

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