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Archive for the ‘música’ Category

Ao trocar as cordas da minha Fender Deluxe Player Strat, resolvi tirar o escudo pra checar como funciona o sistema dos captadores Vintage Noiseless e o botão ‘super-switch’ dela.

De cara, minha surpresa: o buraco na madeira é todo pintado com uma tinta escura, claramente para blindar o instrumento?

Mesmo por dentro, a madeira (ash) é realmente linda, e o acabamento azul (sapphire blue) dá um toque de classe ao instrumento.

A única coisa que não me agrada é o escudo, pois o brownshell é muito bonito, mas pra esta guitarra azul deveria ser perolado ou branco.

Voltando ao interior do corpo:

Os parafusos internos, roscas ao redor dos parafusos, tudo segue o padrão dourado do acabamento dela. Mesmo por dentro do escudo, eles não descuidaram do estilo e beleza.

Os pots de volume e tone são de 500K, embora tivessem me falado que eram de 1000k cada um.

O superswitch (que permite unir o captador da ponte ao braço, como uma tele) ocupa um grande espaço internamente. Veja abaixo, ao lado do potenciômetro:

Sobre as cavidades para os pickups, não é um buraco de piscina, mas o talho no corpo é grande e dá pra colocar um humbucking na ponte. Fica a idéia…

E o mais intrigante: o que é aquele buraco circular no corpo, abaixo dos captadores do meio e do braço? Será que a guitarra já está pronta pra um sistema killswitch (a la Tom Morello), pra desligar um captador? Vamos pesquisar…

Outro lance bacana é um código de barras inserido dentro da cavidade. Há também uma data escrita no escudo que infelizmente não saiu bem na foto (está bem apagado, pois é um datador em forma de carimbo).

Obs.: A poeira ali estava acumulada desde quando comprei o instrumento, porque a guitarra nunca foi aberta! E a pintura em dourado aos poucos vai oxidando, mas faz parte do processo, ‘né?

Estou pensando em trocar o escudo, e até mesmo os captadores, quem sabe até eu venda o kit escudo + caps inteiro. Let’s think about it!

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Bob Dylan – Street Legal (1978)

Bob Dylan – Street Legal (1978)

Mais um texto do meu amigo Pinda, compilado diretamente de seu Twitter.

por Alexander Pindarov

Street Legal é um disco bastante controverso… Lembro da minha amada professora de Inglês na Cultura Inglesa me emprestar esse disco e eu ficar surpreso com os timbres esquisitos. Mas eu via nas letras do Dylan algo fresco, até profético (e eu tinha uns 12 anos)…

Bob Dylan é um puta contador de histórias, um cara que tem letras muito bonitas e é controverso por natureza! ‘Street Legal’ foi lançado antes do também famoso ‘Slow Train Coming’ (1979). Dylan converte-se ao Catolicismo e escreve letras muito profundas, apaixonado pela descoberta de uma nova realidade… Quando a gente se apaixona, queremos expressar tudo o que sentimos…

Só que Dylan chega às raias do fanatismo religioso, que o cega na hora das gravações; Tornou-se uma pessoa impaciente com a música, ao passo que contraditoriamente, algumas coisas na vida pessoal começam a acontecer…

Desiludido na vida amorosa, envolve-se com uma das vocalistas do coro, com a qual tem uma filha cuja existência ele escondeu a até recentemente…

Para fugir das pressões de ter que se trancar em NYC ou no Alabama pra gravar, constrói em sua casa em Malibu um estúdio de gravação, o Rundown. E ali tudo era festa, e podia se gravar qualquer coisa a qualquer hora, e até comemorar aniversários de seus amigos famosos, como Eric Clapton – tal gravação virou um bootleg famoso do Slowhand, que tem, além de Dylan, Van Morrison e Billy Preston tocando às 08 da manhã já que a farra começara na madrugada!

Até acho que Dylan tinha que sair em excursão, e tinha que gravar um disco que refletisse essa farra toda.

Continuando com Streel Legal, as gravações começaram num caos total, pois ele quis se auto-produzir e seu estado de loucura (álcool, drogas) era tanta que no meio do caos,  Dylan gravou o disco ao vivo em 4 dias e suspeita-se que Clapton faça parte do line-up mas não tenha sido dado crédito ! Tenho na minha coleção um par de outtakes desse disco, no qual ouve-se claramente a guitarra do Clapton, em especial na música ‘Stop Now’

Após a gravação do disco Dylan sai em excursão (Rolling  Thunder  Revue), que de certa forma lhe foi favorável, mas deixou pra trás um disco mal costurado, soando uma merda…

Em 2000 este disco foi relançado, e por uma coincidência do destino, eu passeava por NYC onde, numa tarde de lançamento na Coconut Record Store,comprei uma cópia. Foi a oportunidade de voltar a um passado, onde haviam muitos sonhos, uma professora de Inglês que me fascinava e uma voz rascante, que eu pude reouvir. Dony de Vito foi o cara que fez uma nova mix, a partir dos 24 canais originais e trouxe um frescor pra esse disco angustiante, desesperado.

Pra encerrrar, a melhor música do disco e que faz parte da minha trilha sonora pessoal, que dedico à querida Marília Costa:

‘True Love Tends to Forget’

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Alguns comentários sobre o 1º Rock in Far, realizado neste domingo em Fartura-SP, dia 14 de novembro-2010.


A iniciativa do Vereador Filé, juntamente com amigos e apoio do comércio local, resultou num evento bacana, com bom público e várias bandas, de estilos e qualidades diversas. Entre os que trabalharam bastante no Rock in Far 2010, destaco o Luis Meneguel 20, o Duh Rodrigues, o Zezinho Alves, o Henrique Outeiro, Brunão da Banda Groove, Renan Cisco, Mengele e muitos outros.

Primeiramente, foi uma oportunidade para bandas e músicos iniciantes que nunca antes tocaram em palcos. Eu e a equipe do Márcio (Meg som) ajudamos a galera das bandas, ligando e regulando seus instrumentos.

Não cabe aqui falar em qual banda foi a melhor, até porque não foi uma competição, nem concurso, mas um festival para entreter o público e abrir espaço para as bandas tocarem.

E estimula até mesmo a criação de projetos, como o que montamos com membros de várias bandas, onde podemos tocar músicas diferentes do habitual, com total liberdade. Aliás, no blog do nosso Projeto, estão fotos do nosso show (Tirolfo Não Rodou).

Como músico, tenho interesse pelos equipamentos. Alguns merece comentário. De interessante entre os instrumentos, posso destacar:

No festival todo, tiveram 4 guitarras Ibanez, marca que os músicos associam a um rock com técnica determinação; A da foto é uma Joe Satriani:

O guitarrista Sonic, da cidade de Piraju, da banda Black Out (Cruela) trouxe uma Cort muito bonita e poderosa! O batera também trouxe muitos, muitos pratos, China inclusive.

Um guitarrista de Taguaí, da banda SkullPunk fez muito barulho com um pedal lata de sardinha, gostei de ver!

Essa mesma banda trouxe um baixista bem novo, o moleque deve ter pouco mais de 12 anos.

Enfim, as bandas que se apresentaram foram:

Whatever Slutty


Zumbitanol


Skull Punk


Futsplayd


Audio Ativos


Q Dablio


104 Dias


Black Out (Cruela)


Tirolfo Não Rodou


Bene Dita


E pra finalizar o evento, a banda Grau Etílico tocou mais que a meia-hora reservada para todas as bandas, e fechou com chave de ouro com clássico do Led Zep, Pink Floyd, AC/DC e muitos outros sons.

Destaque para o guitarrista Marco Felipe, que estava comendo a guitarra!

Importante destacar que não houve nenhum incidente ou briga durante o festival, o que prova que é possível sim fazer um evento de Rock sem associa-lo a badernas, sujeira e bagunça.

Deixe seu comentário, diga o que achou e sugestões para um próximo evento. #rockinfar

Marcelo Donati

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O Vereador Luciano Filé, juntamente com amigos e apoio do comércio local, estarão organizando um Festival de Rock em Fartura-SP no próximo dia 14 de novembro.

O Rock in Far 2010 será realizado na tarde toda do domingo, na praça local da cidade, em frente ao banco Santander, que gentilmente cedeu seu estacionamento coberto para abrigar o palco.

O nome foi minha sugestão, e com a ajuda de muita gente, inclusive o Luis Meneguel 20, o Festival conseguiu criar vida, virar algo concreto, com palco, várias bandas, brinquedos para as crianças, seguranças, palestras sobre drogas e DTS’s e muito mais.  Serão distribuídos troféis para as bandas participantes.

Algumas bandas já estão confirmadas para o Festival:

* Audio Ativos – Fartura-SP

 

Bene Dita Fartura-SP

Vídeo da música “Depois do Erro” da banda Benedita:

 

Tirolfo Não Rodou Fartura-SP (projeto, do qual faço parte e reúne músicos de 3 bandas da cidade)

não copie este texto. Copyright by Marcelo Donati

Reverse xD, – Avaré-SP (no twitter –> @reverse_xd)

Clipe da música “Mudaremos” da banda Reverse xD:

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* Grau Etílico – Botucatu-SP

Dois vídeos da banda Grau Etílico:

não copie este texto. Copyright by Marcelo Donati

* Q.Dáblio – Fartura-SP

não copie este texto. Copyright by Marcelo Donati

* Zumbitanol – Taguai-SP

Zumbitanol tocando música de Rob Zombie:

não copie este texto. Copyright by Marcelo Donati

* Whatever Slutty – Fartura-SP

não copie este texto. Copyright by Marcelo Donati

* Futsplayd – Fartura-SP

Futsplayd tocando Creep, do Radiohead:

não copie este texto. Copyright by Marcelo Donati

* SkullPunk – Taguaí-SP

Grupo Skull Punk tocando Ramones:

não copie este texto. Copyright by Marcelo Donati

* Black Out – Piraju-SP

não copie este texto. Copyright by Marcelo Donati

Obs: se as bandas citadas tiverem site, blog, twitter ou link de vídeos, mandem para o e-mail: marcelodonati@gmail.com que eu atualizo este post.

Marcelo Donati

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Assunto muito discutido entre comunidades de guitarristas: qual o melhor timbre? como melhorar meu som? qual guitarra me dará o melhor som? onde está o segredo do timbre? na guitarra, nos pedais (efeitos), ou nos amplificadores?

O timbre está nos seus dedos, na sua pegada, no seu estilo. O jeito com que você regula a equalização, o volume, o modo como digita e palheta, sua impressão digital musical é única.

Já tinha ouvido conclusões como esta acima, mas senti na pele essa constatação esses dias.

Recebi de um amigo cantor um DVD feito de um VHS de um show que ele realizou em um festival da cidade no ano de 1997. E eu estava tocando na banda formada para acompanha-lo.

Pois bem, estou eu lá no vídeo, magrão, narigudo, camisa sobrando pelo corpo esquálido, andando pelo palco meio nervoso, e tocando com o seguinte setup (o que eu lembro):

Uma guitarra Aria Pro II Magna Series, com escala de maple, um captador humbucking e dois singles;

Um pedal Super Overdrive da marca Chorus (nacional?), para os solos e talvez um DD-3 emprestado;

Um cabeçote e caixa Marshall (opa, que beleza!) que fazia parte da sonorização do palco (ah….).

Mas enfim, a não ser pela magreza, e pelas notas inseguras, solos meio sem coesão e bases não muito firmes, é o mesmo som que tiro hoje, com um setup completamente diferente.

Claro que sinto e acho que estou melhor hoje (tomara!) tecnicamente, não sou um Malmsteen nem nada disso, mas primo mais pela coesão, ligados, e bases mais adequadas para cada estilo musical. Mas o timbre já está lá, o estilo já está presente desde quando comecei a tocar semi-profissionalmente. O timbre já está nos dedos, seja isso bom ou ruim.

PS: Uma história engraçada/trágica sobre o show deste dia é que o tecladista, momentos antes do show, começou a tirar de ouvido uma música que tocava nos falantes do festival, mas o tom não batia com o teclado, então ele mexeu na afinação do teclado em alguns microtons e NÃO VOLTOU À AFINAÇÃO ORIGINAL!

Conclusão: o show começou e os instrumentos não batiam afinados! Eu rapidamente fui ajeitando minha guitarra pra entrar no tom, já que achei que o problema era com minha guitarra de difícil entonação, mas o contrabaixo ficou o show inteiro semitonado!!! Dá desespero ver o baixista fazendo solos, licks e puxadas totalmente desafinadas! E ele nem percebia, pois estava bem no canto do palco, curtindo o som do Hartke que puseram no palco. Triste… e engraçado!

Marcelo Donati – 04/11/2010

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O grande amigo e audiófilo renomado Alexander Pindarov conversou comigo via Twitter e falou um pouco sobre compensação, compressão e equalização de Cds e LPs. E deu valiosas dicas. Confira os trechos mais importantes desse bate-papo virtual!
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Alexander Pindarov: Van Halen – “1984” foi  o primeiro CD que analisei tecnicamente . Ele usa o sinal P-Q e a pré-ênfase pra adequar o sinal.
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Como assim? Explique melhor.

O CD, como foi inicialmente concebido, incorpora sinais pra indicar ao equalizador se tem q colocar ou retirar agudos, como o Dolby. Isso porque, aparentemente, nos primeiros conversores D/A havia muito ruído de quantização que mascarava o sinal. No vinil, usa-se a curva RIAA, padronizada nos anos 60. Apesar de existirem outras formas de compensação.
O vinil tem uma limitação física pra corte de acetato e pra fazer com q ele tenha um som quente, ao invés de masterizar antes do corte, há mais uma etapa de pós-masterização.

Algumas empresas de corte tornaram-se famosas como, por exemplo, a Masterdisk, muito usada pelo Steely Dan, que davam aquele som nova iorquino.

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Há também engenheiros famosos como o Greg Calbi e o Doug Sax, até hoje atuantes na área, que cortam acetatos como o manjar dos Deuses!
O próprio porra-louca do Rudy Van Gelder (da Blue Note) é um outro exemplo, só que ele acompanhava TODAS as etapas!
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Nos meus top de corte de acetato figuram a Barclay Francesa, que quase não usa compressão, a JVC famosa pelos vídeo-discos, e tem a Teldec que é empresa de Corte da Warner Alemã.
Os japoneses são excelentes na prensagem e não no corte… Acho q eles seguem a escola californiana: muito agudo e compressão a toda!
O problema do CD, assim como o Vinil é que o custo dos conversores caiu de uma forma tal que é muito mais fácil hoje fazer um master MLP sem compressão com 20 ou 24 bits e atochar o volume sem q o som fique rascante.
É só você ouvir os novos lançamentos da Rhino Handmade, por exemplo! Bate qualquer vinil que conheço!
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A MFSL (mobile fidelity sound lab) é um caso à parte porque ela usou a tecnologia da quadrifonia Cd-4, que requeria agulhas e massa vinílica especiais com lubrificantes adequados e a tecnologia desenvolvida nos anos 30 pra corte à meia velocidade. Isso aqui no Brasil seria o máximo!
Eu ia dar de presente para um músico que admiro muito, e encontrei um cara na Alemanha que faz o corte do tipo DMM a meia velocidade por um preço razoável, mas me chateei com algumas coisas e decidi usar o vinil prum projeto q tenho em mente. O corte, aliás, poderia ser em 45 RPM, como uma série nova da Blue Note… Ou você corta à meia velocidade e reproduz na nominal ou corta em 1,5x, e o som fica chapante. É só pegar um compacto americano e comparar com a versão da música no LP ou cd, por exemplo.  Normalmente disco americano tem som ruim.
A Warner quando quer um corte melhor, manda pra Masterdisk ou a The Cutting Room e a Capitol pra Masterdisk… mesmo assim são barulhentos!
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Mas nada se compara com o vinil brasileiro… é de doer!
Os russos normalmente tem um bom corte, feito na Teldec … O melhor q já ouvi até hj foi um vinil chileno da Mercedes Sosa…  über surreal!
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Mas e os vinis brasileiros atuais (produzidos pela Polysom)? O que diz?

Olha, ainda não recebi nenhuma amostra da Polysom, mas tenho um da Rita Lee (Rita Hits), que saiu pra DJs e ainda é barulhento.
Talvez nesses lançamentos mais recentes, a Polysom tenha se esmerado e som esteja melhor, mas não posso opinar sobre o que ainda não tive a oportunidade de ouvir!
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Outra informação importante: Existe uma etapa que muita gente desconhece é que quando você prepara o master final, por exemplo, num Sonic Solutions e manda o cd Master ou uma DLT (fita digital). Na fábrica há uma avaliação adicional pra verificar a consistência de dados e isso, se mal feito, ALTERA completamente o som!
Exemplo clássico e documentado: Two Agains Nature do Steely Dan! Roger Nichols cortou a referência na Masterfonics em Nashville, e soou perfeito… Qdo foi pra JVC em L.A. e ele ouviu o teste de prensagem ficou horrorizado com o som (e ainda por cima na versão final Fagen reclamou q os selos do disco não foram com a cor q ele pediu!).
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E sobre as diferenças entre o processo de corte e masterização de hoje em dia com o processo no passado?
Antigamente,o engenheiro de masterização acompanhava o corte de acetato e o produto final ficava ótimo! Hoje você prepara tudo no teu home-studio, manda, p. ex.,  pro Classic Master aos cuidados do Mago Carlinhos Freitas via Digidelivery, ele te manda a prova e, se estiver ok, ele manda via Digidelivery (internet) também pra fábrica e você só vê o resultado muito tempo depois.
Tornou-se muito industrial pro meu gosto! Antigamente, o artista e o engenheiro acompanhavam tudo de perto.
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Para finalizar, deixe alguma dica, sugestão de discos soberbos, silenciosos ou que sejam exemplos de corte.

Posso falar do que já ouvi : por exemplo, Abbey Road (The Beatles) de 200g da MFSL é um doce! Inclusive, saiu uma reportagem na revista Audio Música e Tecnologia sobre a remasterização dos Beatles, em especial a resenha do Sólon do Valle que fala exatamente o que eu penso!

As edições com OBI japonesas do Led Zep, Steely Dan e a maioria dos artistas que não foram editados nos EUA em CD são fantásticas. O ‘Canta Canta, Minha Gente’ do Martinho da Vila, edição japonesa é fantástico também!

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Muito obrigado, Pindarov, por partilhar um pouco da sua sabedoria conosco!

(Marcelo Donati, Agosto 2010)

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